E Nínive caiu.
Aqueles que se julgavam fortes descobriram a própria fraqueza. Aqueles que se julgavam grandes foram humilhados. Aqueles que acreditavam que viveriam para sempre compreenderam que a vida é breve e que ninguém escapa do julgamento de Deus.
Vivemos em uma época em que as pessoas falam muito sobre o amor de Deus, mas quase nunca falam sobre a sua justiça. Falam muito sobre o céu, mas quase nunca falam sobre o inferno. Falam muito sobre a misericórdia, mas quase nunca falam sobre a necessidade da conversão.
Entretanto, o inferno existe. E o mais assustador é que as almas não se perdem porque Deus as abandona. Elas se perdem porque rejeitam a Deus repetidas vezes. O inferno não é o triunfo de Satanás. O inferno é a tragédia de uma alma que se fechou para o amor divino.
Talvez alguém pergunte: "Mas por que falar sobre isso?"
Porque Jesus falou.
Foi o próprio Cristo quem falou sobre o fogo eterno, sobre o choro e o ranger de dentes. Foi o próprio Cristo quem nos advertiu sobre o perigo de perdermos a nossa alma.
No Evangelho de hoje, Jesus nos dirige palavras fortes: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me."
Prestemos atenção. O Senhor não disse: "Siga os seus desejos." Não disse: "Faça apenas aquilo que lhe agrada." Não disse: "Construa a sua própria verdade."
Ele disse: "Renuncie a si mesmo."
E é exatamente isso que o mundo não quer ouvir.
O mundo ensina a alimentar o orgulho. Cristo ensina a humildade. O mundo ensina a pensar apenas em si mesmo. Cristo ensina a carregar a cruz. O mundo ensina a acumular tesouros na terra. Cristo ensina a conquistar o céu.
Quantos estão vivendo como se nunca fossem morrer? Quantos estão deixando a oração para depois? Quantos perderam a capacidade de distinguir o bem e o mal? Quantos já não sentem remorso, arrependimento ou o desejo de mudar de vida?
Existe algo muito perigoso: acostumar-se ao pecado.
O coração vai endurecendo aos poucos. A consciência vai se calando. A alma vai adoecendo. E aquilo que antes causava tristeza passa a ser considerado algo normal.
A pessoa continua sorrindo, continua trabalhando, continua conversando, continua vivendo a própria rotina, mas, no fundo, está se afastando de Deus.
E a pior cegueira é justamente esta: pensar que tudo está bem quando a alma está em perigo.
Meus irmãos, a morte chegará para todos nós. Para os ricos e para os pobres. Para os jovens e para os idosos. Para os poderosos e para os simples. E, naquele dia, não seremos julgados pela quantidade de dinheiro que possuímos, pela fama que conquistamos ou pelos elogios que recebemos.
Seremos julgados pelo amor.
Talvez o Senhor nos pergunte:
"Por que você se esqueceu de mim?" "Por que abandonou a oração?" "Por que fechou o coração?" "Por que não se arrependeu?"
Talvez alguém diga: "Essas palavras são duras."
Sim, são duras. Mas são palavras de amor.
Quando uma mãe vê o filho correndo em direção ao perigo, ela grita. Não porque odeia o filho, mas porque o ama.
Hoje, Deus está gritando ao nosso coração.
Volte. Reze. Confesse-se. Perdoe. Mude de vida. Não brinque com a sua alma.
Existe um céu a ser conquistado, existe uma cruz a ser carregada e existe uma eternidade esperando por cada um de nós.
E que, quando chegar a nossa hora, possamos olhar para o Senhor e ouvir aquelas palavras que valem mais do que todas as riquezas do mundo:
"Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor."
Salve Maria!
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